5 de abril de 2008

CLIMA DA TERRA SANTA



O clima compreende os diversos fenômenos climáticos que ocorrem na atmosfera da Terra. Fenômenos como frente frias, tempestades, furacões etc estão associados tanto às variações meteorológicas preditas pelas leis físicas determinísticas, assim como, à um conjunto de variações aleatórias dos elementos meteorológicos (temperatura, precipitação, vento, umidade, pressão do ar) cuja principal ferramenta de investigação é a estatística. O clima permite reunir semelhanças em várias regiões da Terra através de tipos específicos de clima onde são consideradas as variações médias dos elementos meteorológicos ao longo das estações do ano num período de, por exemplo, 30 anos.
A definição pelo glossário IPCC é: Clima, num sentido restrito é geralmente definido como “tempo meteorológico médio”, ou mais precisamente, como a descrição estatística de quantidades relevantes de mudanças do tempo meteorológico num período de tempo, que vai de meses a milhões de anos. O período clássico é de 30 anos, definido pela Organização Mundial de Meteorologia (OMM). Essas quantidades são geralmente variações de superfície como temperatura, precipitação e vento. O clima num sentido mais amplo é o estado, incluindo as descrições estatísticas do sistema global.
O clima em Israel varia segundo as características de cada região: a costa, as montanhas, a depressão do Jordão. Fundamentalmente o ano se divide em duas estações: o verão, quente e seco, e o inverno, frio e úmido. A costa da Palestina é quente (de 10 a 15 graus no inverno e de 27 a 32 graus no verão). Nas montanhas, a temperatura é uns 5 graus mais baixa que na costa, com grandes diferenças entre o dia e a noite. No verão, nas montanhas (Jerusalém, por exemplo) as temperaturas são de 30 graus durante o dia e de 18 graus durante a noite. Nas montanhas, o mau tempo não se deve à umidade, como ocorre na costa, e sim, aos fortes ventos: o vento que arrasta as chuvas procede do Mediterrâneo, e o vento abrasador (siroco ou khamsin), vem do deserto nos meses de maio e outubro (Is 27.8; Jr 4.11). Jesus conhecia a ambos (Lc 12.54-55), e durante o inverno passava pelo único pórtico do templo que oferecia uma proteção (Jo 10.22-23). A depressão do Jordão, que está muito abaixo do nível do mar (Jericó, por exemplo), se vê submetida a um intenso calor durante o verão (uns 40 graus), mas no inverno possui uma estação muito agradável.
Também as chuvas variam na Palestina segundo a região, quanto mais próximas do Mediterrâneo, mais chuvas as terras recebem, pois as montanhas atuam como uma barreira que detém os ventos úmidos do mar e as faz descarregar sobre as ladeiras ocidentais. As ladeiras voltadas para o oriente, portanto, são mais secas. Berseba, no Negev, registra uma média de 143 mm. cúbicos de chuva por ano, Jerusalém alcança 583, mas quase toda esta quantidade de chuva cai entre dezembro e março. Ano promissor é aquele em que as chuvas precoces ou de outono começam a cair em outubro, no tempo da semeadura, e a chuva tardia ou de primavera, em março ou abril, pouco antes da colheita. São numerosas as alusões bíblicas a estes dois tipos de chuvas: Dt 11.14; Os 6.3; Jr 5.24; Jl 2.23. Há que se ter em conta que as chuvas não se concentram exatamente nos dois períodos mencionados, e sim, tendem a distribuir-se no período intermediário. Os meses de verão, de junho a setembro, costumam ser extremamente secos, exceção feita a uma ou outra tormenta na costa. As chuvas não possuem nada de extraordinário para os ocidentais, mas para os israelitas recém chegados do Egito ela devia causar uma grande impressão, pois lá as águas vêm do Nilo, e não do céu (Dt 11.10-25). A neve não é desconhecida nas montanhas da Palestina, por exemplo, em Belém, Jerusalém ou Hebrom Na Transjordânia, as nevascas às vezes chegam a bloquear as estradas.
O caráter sazonal das chuvas significa que é preciso guardar água em cisternas (Gn 37.22; Pv 5.15; Jr 38.6), com vistas à estação seca, a menos que uma cidade seja tão afortunada que conte com um manancial nas imediações, como a fonte Gihon em Jerusalém, para dispor de “água viva” (daqui as imagens de Ez 47.1; Zc 13.1; Jo 4.10-14). Um acidente característico da Palestina é o wadi, leitos temporários de água, secos no verão, e que transportam torrentes de água durante as chuvas de inverno. Quando estão secos, estes wadis servem de caminhos para subir dos vales para as montanhas. São muito escassos os vales que contam com um curso permanente de água.



Fonte: CEBI e Escola Superior de Teologia-EST

Foto: BiblePlaces.com

4 comentários:

Renato Pastene Pires disse...

Muito bom este estudo. Me abençoou.

Aliança com Maria disse...

Muito legal seu artigo.
Pretendo ir a Terra Santa em dezembro.
Esse período é frio? Nao gosto de frio...

Sérgio de Moraes Paulo disse...

Parabéns!

Tenho pesquisado a respeito de conhecimentos geográficos e referências bíblicas. De tudo que vi até hoje, destaco o seu blog entre as fontes mais sérias e bem escritas.

Grande Abraço.


Sergio de Moraes Paulo

Marcelo Alves disse...

seu blog bom estudo tudo estar dentro da biblia parabens meu irmão...

video sobre a confisão de Pedro

Quram local onde foi encontrado os manuscritos do mar morto.

Mar Morto - Torah Web